Como forma de reconhecimento pelos seus trabalhos em História, Antropologia e na Literatura, nos focos sobre Educação, Contestado e Tropeirismo, o caçadorense prof. Dr. Nilson Thomé, do PPGE da UNIPLAC de Lages, foi empossado na Academia Sorocabana de Letras, de Sorocaba (SP), cidade que antigamente era polo do caminho dos tropeiros e de onde saíram muitos desbravadores do planalto do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A solenidade de posse, prestigiado por muitos historiadores da região Sul do Brasil, foi em Bom Jesus RS) dia 20 de abril, com participação do presidente da ASL, prof. Geraldo Bonadio e do historiador e jornalista Sérgio Coelho de Oliveira, padrinho do novo sócio correspondente da Academia Sorocabana.

Na ocasião, Thomé participou do XI Seminário Nacional e VII Encontro do CONESUL sobre Tropeirismo, palestrando sobre “O tropeirismo como fator de desenvolvimento do Contestado”.

O Programa de Mestrado em Educação da Uniplac, marca a inserção social da Instituição na comunidade de Lages e região, neste início de 2012, com a inédita aprovação de nove Projetos de Iniciação Científica Júnior - PIBIC-Jr, tendo como bolsistas, alunos da Rede Pública Estadual, conforme Chamada Pública da Fundação e Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina -FAPESC/CNPq. Este é mais um marco da parceria PPGE UNIPLAC e Gerências Regionais de Educação – GEREDs tanto de Lages quanto de Curitibanos.

Foram beneficiadas em Lages com a aprovação dos projetos: Profa Dra. Maria de Lourdes Pinto de Almeida, Orientadora das alunas Bruna Carvalho dos da Escola Cora Batalha dos Santos, Fabíola de Assis Chaves da Escola Visconde de Cairu; Prof Dr. Geraldo Antonio da Rosa, Orientador das alunas: Iasmyn Celina da Rosa Marini da Escola Aristiliano Ramos, Bruna Pahins Branco da Escola Maria Quitéria e Evelin Guielcer de For da Escola Vidal Ramos; Profa Dra Carmen Lucia Fornari Diez – Orientadora das alunas Sonia Machado de Oliveira SONIA da Escola Zulmira Auta da Silva e Liandra Aparecida Varela do CEDUP.

Além dos projetos aprovados em Lages foram aprovados dois projetos em Curitibanos tendo como Orientador o Prof. Dr. Nilson Thomé, dos alunos Karine Borges de Andrade da Escola Antônio Francisco de Campos e Gustavo Henrique Regazolli da Escola Santa Terezinha.

A conquista do PPGE da Uniplac, da aprovação dos projetos pela FAPESC, é uma demonstração de compromisso e de trabalho da Coordenação e Colegiado do Mestrado Acadêmico em Educação da Uniplac, e da coordenação da GERED Lages, GERED e Secretaria Municipal de Educação de Curitibanos, além da efetiva colaboração das Gestões das Escolas envolvidas e beneficiadas.

O Grupo de Jovens “Amigos de São Pedro iniciou em março os ensaios para encenar a peça teatral “O assalto ao Trem Pagador”. Essa importante passagem histórica será vivenciada e apresentada à comunidade de Pinheiro Preto no próximo mês de julho, fazendo parte das comemorações alusivas aos 50 anos do município. Para a realização, a Prefeitura Municipal está auxiliando o grupo com incentivos e ações diretas. A apresentação artística será realizada no Ginásio Municipal, aos moldes do que é realizado anualmente na encenação de Natal.

A peça, escrita pelo historiador catarinense Nilson Thomé, foi adaptada para a linguagem teatral pelo Padre Gilberto Thomazi, que promete realizar mais este grande evento. O grupo de jovens “Amigos de São Pedro” dará corpo de vida aos personagens, relatando ao público participante a realidade histórica vivenciada em Pinheiro Preto. “Temos muito orgulho de ver essa veia artística desses jovens sendo desenvolvida e incentivamos para que atitudes como essas sejam sempre realizadas” esclarece o prefeito Euzébio Vieceli.

O evento histórico do assalto ao trem pagador em Pinheiro Preto é contado em livro pelo historiador, jornalista e professor universitário Dr. Nilson Thomé, da UNIPLAC de Lages.

Para situar o episódio, o assalto aconteceu depois que o Governo Imperial começou a construção, em 1890, da Estrada de Ferro São Paulo - Rio Grande, com a intenção de fixar imigrantes nas terras devolutas dos campos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, bem como nos sertões do Paraná e de São Paulo. Nos 20 anos da construção da Estrada de Ferro Norte-Sul, uma série de escândalos administrativos e financeiros gerou uma significativa leitura da sigla Efsprg: “Estrada Feita Só Para Roubar o Governo”.

A construção do trecho catarinense da estrada de ferro sacudiu os hábitos e os costumes da região, com a presença de oito mil trabalhadores braçais, oriundos do Rio de Janeiro, de Pernambuco, da Bahia, de São Paulo, recrutados inclusive em portos e em prisões. Na região corria muito dinheiro, inclusive cédulas de 500 mil réis até então desconhecidas pelos moradores das barrancas do Rio do Peixe. Com dinheiro farto e descanso semanal (o que não ocorria no tempo dos escravos) apareceram as bebedeiras, a prostituição e os assaltos. As noites nos acampamentos eram de farras desenfreadas. O pior acontecia nos primeiros dias de pagamento, quando eram frequentes os roubos e os assassinatos, com os cadáveres boiando em águas barrentas, ou sepultados embaixo dos trilhos.

Como conta Nílson Thomé, a Estrada de Ferro São Paulo - Rio Grande foi construída pelo sistema de “empreitada”, hoje conhecido como “terceirização”: “um grupo de contratantes executa um determinado trecho e se responsabiliza pelos salários dos trabalhadores na medida que estes forem completando as tarefas que receberam. Morador em Rio das Pedras (Videira), Zeca Vacariano contrata dois trechos de trilhos. Mas ao terminar a empreitada não consegue pôr em dia os salários em atraso. O empreiteiro inadimplente associa-se a empregados e arma um assalto ao funcionário da estrada que a cada final de mês percorre os trechos em construção para efetuar os pagamentos dos trabalhadores. Escondidos na floresta, winchester em punho, os membros da quadrilha esperam a passagem do trem pagador:

- É ele! Mas está acompanhado por dois capangas!

Matam os dois e ferem o pagador. Os assaltantes levam 360 contos. Um dinheiro sem tamanho. Mais de 15% da arrecadação do Tesouro do Estado, em 1910. Tropas federais e estaduais, bem como o corpo de segurança da empresa construtora, vasculham a região para caçar Zeca Vacariano e recuperar os 360 contos. Tempo gasto por nada. A floresta fechada não devolveu a quadrilha, muito menos o dinheiro roubado. O golpe gerou um atraso de dois meses na conclusão da estrada.

Uma cruz de ferro marca o lugar do primeiro "assalto a trem pagador" do Brasil, a 24/10/1909, em Pinheiro Preto (SC). Bem próximo, existe o túnel, que é objeto de atração turística em Pinheiro Preto. Teve sua construção encerrada em 12 de outubro de 1909. Foram oito meses de construção e o tempo para a perfuração da rocha de uma boca a outra, durou em média 180 dias. O túnel mede 62 metros, possui 4,40m de largura e 5,50m de altura.

Em Lages, onde atua na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) como professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação – Mestrado,  o historiador catarinense Nilson Thomé está lançando agora em novembro seu mais recente trabalho, sob o título “RAÍZES CABOCLAS – IDENTIDADE DO HOMEM DO CONTESTADO”. A obra é a complementação de um estudo de cunho histórico-antropológico sobre o homem regional, que caracteriza um pouco mais o sertanejo habitante do espaço Livre do Contestado (terras disputadas até 1917 pelo Paraná e por Santa Catarina).

Seu 35º livro traduz a gama imensa de informações colhidas na região desde 1970, reforçadas por citações de diversos autores, na maioria de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, uma vez que o “Homem do Contestado” só recentemente foi integrado à História de Santa Catarina e conhecido pelos catarinenses da Serra Abaixo. Um dos objetivos é subsidiar as escolas da educação básica e superior com mais saberes sobre os habitantes que iniciaram a ocupação do Planalto Catarinense (regiões da Serra, do Contestado e do Oeste).

A obra, de 310 páginas, está sendo lançada pelo Clube de Autores, de São Paulo. Nilson Thomé mostra as origens dos habitantes do Planalto Catarinense nos setores meridional e setentrional, destacando suas diferenças pelas etnias e tradições, enfocando a diversidade cultural, revela as ocupações do espaço pelos caminhos abertos. Este livro aborda também as principais atividades econômicas primitivas e o tradicionalismo dos caboclos que, em 1913, deram o grito de guerra no conflito do Contestado.

O trabalho deste historiador catarinense, resultado de pesquisa concluída com o incentivo da FAPESC e o apoio da UNIPLAC, de Lages, está disponibilizado para os interessados nas livrarias virtuais http://www.clubedeautores.com.br e http://www.agbook.com.br, podendo ser adquirido pela internet.

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta segunda quinzena de novembro a proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação.

O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL 3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.

O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.

Profissionais habilitados

Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:

- quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;

- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;

- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;

- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.

Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.

Atividades

A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas:

- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;

- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;

- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;

- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;

- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas).

Tramitação

A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Lara Haje. Edição – Regina Céli Assumpção.

Fonte: 'Agência Câmara de Notícias'

Professor da UNIPLAC lança seu 34º livro:

DA CAÁ-Í, CONGÕI OU KUKUAI AO CHIMARRÃO

No dia 14 de novembro de 2011, o historiador catarinense Nilson Thomé lançou seu mais recente livro, com o título “Da Caá-í, Congõi, Kukuai ao Chimarrão – A Erva-Mate do Contestado na História”. A obra de 114 páginas, com registro ISBN 978-85-911141-4-6, valoriza as origens e a prática do cultivo da erva-mate e do culto ao chimarrão no Planalto Catarinense, objetivando a caracterização da existência destas tradições na Região do Contestado, área central do Estado de Santa Catarina, a exemplo do que já se fez e ainda se faz no Rio Grande do Sul, no Paraná, no Mato Grosso do Sul e, também, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.

A pesquisa do autor em torno de “Erva-Mate & Chimarrão” começou na década de 1970, simultaneamente a outros estudos sobre o Contestado. Despretensiosa, a investigação científica foi realizada dentro dos moldes acadêmicos da História Cultural, propondo a busca de respostas para saber se tanto o cultivo da erva-mate como a cultura do chimarrão tinham origens e pertenciam ao primitivismo também no Espaço Livre do Contestado, pelas mãos do Homem do Contestado.

O lançamento do livro pelo Clube de Autores, de São Paulo, aconteceu a partir da Ilha do Mel, em Paranaguá (PR). Nele, Nilson Thomé mostra a importância de se conhecer o real significado do mate também para a economia do caboclo pardo e entender mais o seu envolvimento com este complexo produtivo, cultural e folclórico. O 34º livro deste historiador catarinense, lançado com o incentivo da FAPESC e o apoio da UNIPLAC, de Lages, já está à disposição de interessados nas livrarias virtuais http://www.clubedeautores.com.br e http://www.agbook.com.br, podendo ser adquirido através da internet.