No início de fevereiro, de São Paulo, o cineasta catarinense Sylvio Back enviou correspondência aos historiadores que contribuíram para o seu mais recente empreendimento, o longa metragem “O Contestado – Restos Mortais”, concluído no ano passado. Com o testemunho de trinta médiuns em transe, articulado ao memorial sobrevivente e à polêmica com especialistas, filme é o resgate mítico da chamada Guerra do Contestado (1912-1916). Envolvendo milhares de civis e militares, o sangrento episódio conflagrou Paraná e Santa Catarina por questões de fronteira e disputa de terras, mesclado à eclosão de um surto mes¬siânico de grandes proporções.

O historiador Nilson Thomé recebeu esta missiva:

“Estimados amigos e colaboradores de "O Contestado - Restos Mortais". Imagino o quão cada um em particular deve estar entre ansioso e curioso para ver-se e ouvir-se no nosso filme, mais de dois anos depois da entrevista.
Mas, infelizmente, o mercado exibidor brasileiro é sumamente perverso, exige tempo e investimentos que parecem com o início da produção, é como se fora realizar o filme de novo. Em se tratando de uma obra que foge aos padrões do puro entretenimento, as dificuldades para conseguir uma tela chega às raias do surrealismo, ainda que feito para ser visto em todas as mídias, a começar pelos cinemas, fechando com TVs, DVD e Internet. 
Esta mensagem é justamente para dar conta que, acima de nossas forças como produtor, portanto tão ansioso quanto vocês, ainda estamos às voltas com  a entrada de recursos para poder desencadear tanto as pré-estreias em Florianópolis e Curitiba (para as quais, todos serão os convidados de honra), como, logo após, o lançamento em grande estilo do doc no circuito nacional de cinemas, aí incluídas cidades da região do Contestado.
Assim, lhes peço mais algumas semanas de paciência e compreensão. Podem ter certeza que "O Contestado - Restos Mortais", como provam as honrosas seleções para os festivais É Tudo Verdade, Gramado e Cuiabá, e a fortuna crítica já angariada, será um acontecimento ímpar no cenário do documentário brasileiro, graças à sua polifonia, pertinência político-ideológica e atualidade, fruto de seus inestimáveis depoimentos e expertise no tema e na História e do Brasil.
Abraços, Sylvio Back”

O CONTESTADO – RESTOS MORTAIS (REDUX) (2010)

(Digital, Cor/PB, 118 min.)

A versão original de 156 min. será lançada em DVD.

Ficha técnica

Equipe:
Fotografia e câmara: Antonio Luiz Mendes
Diretor assistente: Zeca Pires
Som-direto: Juarez Dagoberto
Montagem/edição:  Sylvio Back/PH Souza
Abertura/efeitos visuais: Fernando Pimenta
Produção: PH Souza
Produção executiva:  Margit Richter
Produção: Usina de Kyno/Anjo Azul Filmes
Pesquisas, roteiro e direção: Sylvio Back

Apoio:
Governo do Paraná - Secretaria de Estado da Cultura
Governo de Santa Catarina - Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte
Universidade Federal de Santa Catarina - (FAPEU-UFSC)

Patrocínio:
Companhia Paranaense de Energia Elétrica (COPEL)
Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR)
Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC)
   
Audiovisual:
Agência Nacional do Cinema (ANCINE)

O Diretor

Sylvio Back é cineasta, poeta, roteirista e escritor. Filho de imigrantes hún¬garo e alemã é natural de Blumenau (SC). Ex-jornalista e crí¬tico de cinema, au¬todidata, inicia-se na direção cinematográfica em 1962, tendo escrito, dirigido e produzido até hoje trinta e sete filmes – entre curtas, médias e onze longas-metragens, esses, a saber: “Lance Maior” (1968), “A Guerra dos Pe¬lados” (1971), “Ale¬luia, Gretchen” (1976), “Revo¬lução de 30” (1980), “Repú¬blica Gua¬rani” (1982), “Guerra do Bra¬sil” (1987), “Rádio Auriverde” (1991), “Yndio do Brasil” (1995), “Cruz e Sousa – O Poeta do Des¬terro” (1999), “Lost Zweig” (2003), e “O Contestado – Restos Mortais” (2010). Com 72 láureas nacionais e internacionais, Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil.

Num total de 32 páginas, quase a metade da sua edição nº 26, a Revista “História Catarina”, de dezembro de 2010, publicou ampla reportagem sobre a centenária “Ferrovia do Contestado”.
Com a chamada “Olha o trem outra vez!” e sob os títulos “A epopéia da construção da São Paulo-Rio Grande no Território Contestado”, e “Depois de EFSPRG, a RVPSC no Território Contestado”, os dois textos sequenciais, de autoria do historiador catarinense Nilson Thomé, são acompanhados de farta ilustração, com mapas e fotos antigas e atuais.
A revista mensal “História Catarina”, no seu quinto ano de existência, dirigida pelo competente lageano Cláudio Rodrigues da Silveira, é o mais importante veículo de comunicação social voltado para a história catarinense em circulação no Estado. Com este trabalho, prestou relevante serviço de difusão desta estrada de ferro, que completou cem anos em dezembro de 2010.

Quando a Ferrovia do Contestado – antiga Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, em terras catarinenses – completar 100 anos da sua inauguração, a 17 de dezembro de 2010, pelo menos um jornal da região dá o merecido destaque a este importante marco para o desenvolvimento do Meio Oeste de Santa Catarina.
Nas edições semanais dos sábados, dias 11, 18 e 25 de dezembro, o jornal “Correio de Videira”, na sua Revista C, está estampando a reportagem especial “100 Anos da Ferrovia do Contestado”, de autoria do historiador e jornalista Nilson Thomé.
Em diversas páginas, a epopéia da construção da primeira estrada de ferro que ligou a capital do Brasil aos estados do Sul, ao Uruguai e a Argentina, em 1910, está sendo narrada historicamente, constituindo um valioso documento para a divulgação da História da região de Videira e do Contestado.
Com esta iniciativa, o diretor do “Correio de Videira”, jornalista Moacir Nunes de Oliveira, presta relevante serviço para a preservação do patrimônio cultural do estado.

A Diretoria Regional da União dos Escoteiros do Brasil – Região de Santa Catarina, reunida em Balneário Camboriú dia 26 de novembro de 2010, criou a “Equipe de Resgate da História do Escotismo em Santa Catarina”.
Previamente, na última Assembléia Regional da UEB/SC, foram escolhidos como membros da equipe: Nilson Thomé - Historiador, Luiz Salgado Klaes - Dirigente Escoteiro, e Luiz Cesar de Simas Horn (Miro) - Métodos Educativos da UEB.
Pela Resolução n. 012/2010, assinada pelo presidente Sido Gessner Jr., a Regional da UEB justifica que, por informações preliminares, aproxima-se o centenário do movimento escoteiro no Estado, e com isso a equipe se encarregará de levantar as informações, coletar dados e construir a história, ainda que com pouco tempo para realizar o trabalho, que é voluntário.

Acolhendo proposta do acadêmico jornalista Sérgio Coelho de Oliveira (ex-O Estado de São Paulo), endossada pela Presidência, o Plenário da Academia Sorocabana de Letras, da cidade de Sorocaba (SP), aprovou a inclusão do Prof. Nilson Thomé no seu quadro associativo, na qualidade de sócio correspondente na cidade de Caçador (SC).
A comunicação ao historiador caçadorense foi feita dia 6 de novembro, com o ensejo expresso de a academia sorocabana vir a contar com a ativa participação de Nilson Thomé em suas atividades.

A apresentação na Internet da íntegra de uma biblioteca como a Coleção Brasiliana constitui um desafio que só uma instituição como a Universidade Federal do Rio de Janeiro poderia vencer. Ao assumir este projeto, a primeira Universidade brasileira, reconhecida pelo elevado padrão de ensino e pesquisa, permite disseminar entre a população um precioso acervo de conhecimentos sobre o Brasil e uma das mais fecundas reflexões sobre a nossa terra e a nossa gente.
Com o decisivo apoio da Secretaria de Educação à Distância do Ministério da Educação, da Financiadora de Estudos e Projetos - Finep, da Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - Faperj, e da Fundação Universitária José Bonifácio, e graças à inestimável parceria da Companhia Editora Nacional, foi possível percorrer em curto tempo os passos iniciais que conduzirão a um dos mais significativos empreendimentos digitais da cultura brasileira contemporânea.
Nesta primeira etapa, logrou-se disponibilizar na rede os textos completos de um número substancial de obras selecionadas entre as 415 que compõem a antológica coleção, publicada originalmente entre os anos de 1931 e 1993. No futuro próximo, outras obras significativas sobre o Brasil, que não figuraram no universo da Brasiliana, serão acrescidas ao conjunto, enriquecendo ainda mais o alcance do trabalho.
No portal Brasiliana Eletrônica, esses livros são oferecidos ao público de dupla forma - como fac-símiles da primeira edição, para serem analisados na feição como vieram à luz, e como textos normalizados e de ortografia atualizada, passíveis de serem editados, selecionados, transcritos e transpostos ("recortados, copiados e colados", no jargão da informática), respeitadas as regras de citação, para estudos, textos, pesquisas e trabalhos escolares e acadêmicos que, felizmente, só fazem crescer no país.
Os livros foram integralmente digitalizados e submetidos a um programa de reconhecimento ótico de caracteres (OCR). Uma minuciosa atualização ortográfica foi então aplicada, o que requereu esforço e dedicação contínuos, dado que boa parte dos textos apareceu na Coleção em período anterior à reforma ortográfica de 1943. O trabalho de normalização foi de igual vulto, já que era um princípio praticamente inexistente à época da publicação original. Preservou-se, contudo, a grafia de antropônimos e intitulativos, para reter o sabor da época, e as principais escolhas de cada autor, quanto a maiúsculas, por exemplo, em respeito às suas inclinações "ideológicas".
Inclui o projeto a apresentação de estudos críticos sobre as principais obras da Coleção, bem como de biografias intelectuais de seus autores, encomendados aos mais renomados especialistas brasileiros. A escolha dos nomes que assinarão esses trabalhos caberá ao Comitê Editorial, integrado por cinco destacados docentes da UFRJ. Na segunda fase, um Conselho Científico, congregando 50 expoentes acadêmicos de todas as regiões do país, irá definir a inclusão de novas obras ao projeto.
O portal http://www.brasiliana.com.br/ vai se constituir, assim, numa poderosa ferramenta de difusão e democratização de conhecimentos sobre o Brasil, fazendo chegar a amplas camadas da população um portentoso volume de informação e reflexão, até aqui restrito às paredes das bibliotecas.